sexta-feira, 20 de julho de 2012

Desindustrialização


Para Aço Brasil, reverter desindustrialização é prioridade
(08/07/2012) - No final de junho, o Instituto aço Brasil promoveu em São Paulo, durante o Congresso Brasileiro do Aço, o debate “Desindustrialização no Brasil: Como reverter o processo”. Do painel, além do Instituto Aço Brasil, que representa a siderurgia nacional, participaram representantes da Abimaq, do IEDI, da ABDI e da Força sindical.
Para Marco Polo de Mello Lopes, o presidente executivo do Instituto Aço Brasil, para o setor industrial e para os trabalhadores a desindustrialização é uma realidade e revertê-la é prioridade absoluta. “O volume de importação de aço supera a capacidade de produção de nossas maiores empresas”, alertou.
Júlio Sérgio Gomes de Almeida, diretor-executivo do IEDI - Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial, argumentou que “o processo de desindustrialização é visível. Não saímos do mapa, mas o Brasil perdeu espaço nos últimos 30 anos. Há um colapso na nossa exportação”. Em sua opinião, a situação é extremamente grave para a indústria brasileira, que responde por 16% do PIB nacional, mas está influenciando o contexto geral do país. “É importante fazer a reforma tributária e tornar o câmbio competitivo”, disse, frisando que ainda há tempo para uma reindustrialização.
“Muitos empregos foram perdidos nos últimos anos. Fábricas brasileiras faliram porque não conseguiram competir com produtos chineses, que chegam muito mais competitivos ao país. Só na indústria, foram mais de 500 mil vagas de empregos que deixaram de existir”, informou Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical.
Com 25 anos de experiência na indústria de bens de capital, Luiz Aubert Neto, o presidente da Abimaq afirmou que, mais do que um grave processo de desindustrialização, o Brasil está passando por uma agressiva desnacionalização. “Várias grandes indústrias e empresas brasileiras foram vendidas para grupos estrangeiros”. Aubert lamentou também o fato de que o incentivo ao consumo promovido pelo governo não beneficia a cadeia produtiva nacional. “O governo tirou o IPI da linha branca. As vendas aumentaram, mas não reverteram para as indústrias que produzem peças para eletrodomésticos, cujas importações aumentaram”. Para o dirigente empresarial, uma solução é chamar a atenção para o problema com ações conjuntas da sociedade organizada.





( Usinagem-Brasil )




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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Nova Matrix Iscar


scar apresenta a nova versão da Matrix
A Iscar irá lançar em agosto no Brasil o Matrix Série 5, nova versão do sistema de gerenciamento para o controle de estoque, compra eficiente e redução de custos. O equipamento foi desenvolvido pela divisão CTMS (Commodity & Tool Management Services) também integrante do grupo IMC.
Segundo a Iscar, “assim como a versão anterior, a nova Matrix Série 5 tem como objetivo aumentar o nível de controle sobre o consumo dos insumos através de um sistema inteligente, automatizado e seguro, e criar uma estrutura de informações e estatísticas para auxiliar a tomada de decisão“.
Apresentada em dois diferentes tamanhos, a Série 5 se caracteriza pela flexibilidade de armazenamento de ferramentas, com opções para diversos tamanhos e capacidade para maior número de itens. E ainda: todas as locações são modulares, possibilitando maior flexibilidade no dimensionamento de acordo com a demanda; gavetas que podem chegar a capacidade máxima de 198 locações; sem limite mínimo de gavetas, permitindo o dimensionamento da capacidade personalizado; sistema touch screen em unidade integrada ou tablet, possibilitando maior mobilidade; possibilidade de agregar módulo para depósito de itens descartáveis, facilitando a reciclagem dos insumos.
De acordo com a Iscar, também o software de gerenciamento Matrix -TM Série 5, que comanda o sistema, traz inovações “para o gerenciamento inteligente no chão de fábrica, possibilitando a integração completa das informações da produção ao sistema”. Entre elas destaque para a maior rastreabilidade dos insumos duráveis na produção; informação do custo gerado pelo consumo de ferramentas relativo ao volume produzido (CPP - Custo por Peça Produzida); controle de vida útil para detecção de eventualidades ocorridas no processo; multiacessos, permitindo operar da própria máquina, por um desktop ou por tablet; sistema de controle de movimentação e aferição de instrumentos de calibração; gerenciamento de itens descartáveis, auxiliando o controle de reciclagem dos insumos.



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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Meritor


Meritor Inicia produção dos eixos 17X no Brasil
(08/07/2012) - Neste mês de julho a Meritor dá início à produção nacional do eixo diferencial 17X. Em um primeiro momento, parte da fabricação do eixo será local. No segundo semestre de 2013, com investimento de US$ 7,5 milhões, passarão a ser produzidos inteiramente no Brasil.
“Antes as montadoras importavam os eixos acabados de uma das filiais na Europa, arcando com custos logísticos, impostos, frete e outros riscos inerentes ao processo de importação”, informa Stefan Schaeffer, gerente do Programa de Localização dos Eixos 17X. “Agora, a Meritor do Brasil fornecerá seus componentes com conteúdo local e maior flexibilidade”.
Segundo a empresa, o eixo 17X conta com produção de diferenciais que utilizam a tecnologia de solda a laser, inédita no Brasil, e que traz inúmeras vantagens sobre o produto antecessor, como aumento da eficiência, robustez, redução de peso e consequentemente diminuição do consumo de combustível.
“Outro ponto importante é a sinergia deste projeto com a nossa joint venture, a Freios Master, que simultaneamente ao lançamento do 17X passa a produzir freios a disco, que também poderão ser utilizados nestes modelos de eixos”, acrescenta Rodrigo Soffner, gerente de Estratégia e Produto. O gerente informa ainda que na mesma linha será produzido outro modelo de eixo, o 18X, a partir de dezembro de 2012.
De origem norte-americana, a Meritor conta com fábricas em Osasco (SP), onde produz eixos, cardans e componentes para veículos comerciais e fora-de-estrada, e participa do Consórcio Modular da MAN, em Resende (RJ). A operação brasileira conta com centro de engenharia, responsável pelo desenvolvimento de produtos, fornece componentes para o mercado de reposição e mantém no País joint ventures com a Randon na Suspensys e Freios Master.



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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Engenheiros em bons cargos


Maioria dos engenheiros ocupa cargos de gestão
Os engenheiros estão conseguindo conquistar posições estratégicas nas companhias. De acordo com levantamento do site de carreira vagas.com.br, 57% dos profissionais graduados em Engenharia há 5 anos ou mais atuam em cargos de gestão, como supervisão, coordenação, gerência ou diretoria. O estudo também constatou que 46% dos engenheiros consultados trocaram de emprego nos últimos dois anos.
O levantamento foi feito por meio de amostra de 105.179 currículos de profissionais graduados em Engenharia cadastrados no portal vagas.com.br. Do total de currículos analisados, 78% são de homens e 22% de mulheres. A média de idade identificada nos CVs foi de 34 anos e a pretensão salarial média informada foi de R$ 5.261. De todos os currículos analisados, 66% informaram atuar em área correlata à Engenharia.
“A procura por esse tipo de profissional aumentou muito nos últimos anos. O engenheiro hoje ocupa posições estratégicas nas companhias e participa de decisões importantes onde atua. Vemos também uma crescente movimentação desse público em busca de novas oportunidades. Há muitas ofertas para quem trabalha nessa área”, analisa Luís Testa, gerente Comercial da Vagas Tecnologia.
O estudo também identificou o perfil da empresa onde os engenheiros trabalham. A maioria desses profissionais (58%) atua em companhias de grande porte. Também há 24% trabalhando em empresas de médio porte e 13% atuando em organização de pequeno porte. Uma pequena parcela (3%) presta serviços para microempresa e 2% revelaram ser autônomos.
Outro item analisado no levantamento foi a fluência num segundo idioma. Da base analisada, 20% revelaram ser fluentes em inglês. Há ainda 5% revelando fluência em espanhol e 3% habilitados em inglês e espanhol.



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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Ferramentas em alta


Setor de ferramentas revela otimismo com 2º semestre
O setor de ferramentas de corte ficou abaixo de suas expectativas no primeiro semestre de 2012, na comparação com o mesmo período do ano passado. Fatores como a queda na produção do setor automotivo, em especial no segmento de caminhões e ônibus, e a oscilação do câmbio são apontados como os responsáveis pela diminuição no volume de negócios. No entanto, as empresas demonstram otimismo e esperam melhora no volume de negócios no segundo semestre.
Para a maioria das empresas ouvidas pelo site Usinagem-Brasil na semana passada, a expectativa é de crescimento nesse período, ainda que não nas taxas previstas no início do ano. Para alguns, porém, esse aumento não bastará para recuperar a queda sofrida nos primeiros seis meses de 2012.
Para Cláudio Camacho, diretor da Sandvik Coromant, existe no mercado uma expectativa de melhora a partir de agora na medida em que as principais causas do desaquecimento do primeiro semestre foram ou estão sendo equacionadas (as dificuldades de crédito e financiamento, os problemas com a entrada em vigência da Euro 5 para ônibus e caminhões, incluindo a falta de combustível adequados para os novos motores e o consequente aumento dos estoques). A esses fatores deve se somar ainda os novos incentivos (redução de impostos) à cadeia automotiva. “Ou seja, espera-se uma melhora, mas ninguém é capaz de arriscar um índice, até porque até aqui o aumento das vendas de veículos ainda não refletiu na cadeia automotiva”, observa Camacho.
Eduardo Ribeiro, presidente da Iscar do Brasil, revela que a filial brasileira registrou queda de 12% no primeiro semestre, como reflexo da redução da atividade no setor automotivo. “Acredito numa pequena melhora no segundo semestre, devido à retomada no setor de caminhões e linha pesada em geral e também devido a outros mercados que começam a dar sinais de reação, como é o caso do setor de óleo e gás, que tende a ficar nesse semestre”, observa.
“No que se refere ao consumo de ferramentas de corte, o segundo semestre deve ser melhor que o primeiro, até porque estão baixando os estoques de automóveis e caminhões e a indústria deve repor os níveis”, avalia Fernando Pereira, diretor-presidente da Seco Tools no Brasil, lembrando a importância desse setor para o faturamento da indústria de ferramentas. Em sua opinião, porém, esse aumento “não será o suficiente para recuperar as perdas do primeiro semestre e, no total, o movimento em 2012 deve ficar abaixo do verificado em 2011”.
Hélio Galheta, presidente da TaeguTec do Brasil, demonstra mais otimismo. Embora a filial brasileira tenha registrado declínio de 8% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2011, o executivo acredita num bom desempenho nos próximos seis meses. “Iremos recuperar a queda do primeiro semestre e crescer 10% em 2012 comparado com 2011”, afirma.
Salvador Fogliano, novo diretor da Walter do Brasil, considera que o setor foi impactado negativamente no primeiro semestre, em virtude da baixa na indústria automotiva. “Mas para a Walter o impacto não foi tão significativo, pois em virtude do nosso portfólio de produtos, estamos presentes em vários outros segmentos de mercado, como o de geração de energia e indústria médica, por exemplo”. Fogliano também considera que haverá uma retomada do consumo de ferramentas na indústria automotiva no segundo semestre. “Porém, entendemos que isso deve ocorrer apenas no último trimestre de 2012."
Já a Komet do Brasil, que passou por profunda reestruturação em 2011, vive quadro diferente. A filial brasileira fechou o primeiro semestre com alta de 18% sobre o mesmo período do ano passado. O que não quer dizer que a empresa não tenha sofrido efeitos da conjuntura. “Ficamos abaixo do nosso budget, que era bastante agressivo”, informa José Luiz Marcandalli, gerente-geral da Komet do Brasil.
Para este segundo semestre, Marcandalli acredita na reação, não da indústria como um todo, mas de alguns setores industriais, particularmente os de caminhões e da indústria pesada (tratores). Avalia também que muitas empresas, no período de baixa, optaram por consumir seus estoques de ferramentas e agora irão precisar repor esses estoques. “Muito provavelmente não vamos fechar 2012 com o crescimento projetado de 32%, mas vamos crescer algo em torno de 23%”, avalia.

( Usinagem-Brasil)








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